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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

CONAN, O LIBERTADOR - EDIÇÃO HISTÓRICA

Digitalização: Outsiderz/Capa e Ajustes: Alan Bishop
Uma produção HORDA e ÐØØM™ SCANS
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Como todo bom leitor de quadrinhos de heróis, eu já havia lido Conan vem antes da estreia de A Espada Selvagem do Mesmo. Lá, nas páginas de Heróis da TV ou Superaventuras Marvel conheci o bárbaro Cimeriano e, como todo bom leitor de quadrinhos, assisti ao filme estrelado por Arnold Schwarzenegger... os dois e mais Guerreiros de Fogo, onde ele é praticamente um Conan genérico. 

Quando A Espada Selvagem chegou às bancas em junho de 1984, eu estava lá, para adquirir o primeiro número, já sabendo que algo grande estava começando. Foram 205 números dos quais adquiri pelo menos, a metade. 

Para um garoto, que como eu, não estava nem aí para os Beatles e muito menos para os Rolling Stones, aquilo era a porta de entrada para um outro mundo, Histórias de espada e magia, violentas e com mulheres seminuas, tudo em preto e branco, era algo com o que eu não estava tão acostumado. Mas, eu curti cada momento. 

O mais interessante era que estava lá, na minha coleção, lado a lado com Tio Patinhas e Turma da Monica. Eu não mudei meus gostos, apenas incluí algo que não poderia deixar de lado. 

Conan foi criado pelo escritor Robert E. Howard em 1932. Em 1970 o então editor da Marvel Roy Thomas viu o potencial do personagem e o transportou para os quadrinhos, juntamente com o ilustrador Barry Windosr Smith. Com o tempo as baixas vendas geraram tensão entre Stan Lee e Roy Thomas e a empreitada quase foi cancelada. Se não fosse a insistência de Thomas, talvez o personagem tivesse caído no esquecimento. 

Com a produção do filme dirigido por John Millius, o personagem ganhou ainda mais força, principalmente por ter sido uma adaptação bem fiel e por Arnold praticamente ser a encarnação de Conan. 

Em 2003, Conan se mudou de editora e foi para a Dark Horse, continuado sua carreira de sucesso. No Brasil, publicado pela Editora Abril, passou para a Editora Mythos, que foi quem publicou este volume gigantesco em todos os sentidos, para fazer jus ao personagem. São 500 páginas de histórias antes publicadas em A Espada Selvagem. 

Roy Thomas, John Buscema, Tony de Zuñiga, Klaus Janson, Ernie Colon, Gil Kane e outros são os artistas envolvidos nesta edição que traz de volta um pouco do saudosismo que a clássica revista em preto e branco do Cimério nos deixou. Por Crom!


 


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